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12 maio 2012

Jürgen Habermas - Mais democracia, menos mercado.

Fotos: divulgação




Hoje, a Europa tem que acertar as contas não tanto com povos ilusoriamente homogêneos, mas sim com Estados-Nação concretos, com uma pluralidade de línguas e de esferas públicas. A análise é do filósofo e sociólogo alemão Jürgen Habermas, em artigo publicado no jornal La Repubblica (12-03-2012 - tradução: Moisés Sbardelotto).
No processo de integração europeia, dois planos devem ser diferenciados. A integração dos Estados enfrenta o problema de como repartir competências entre a União Europeia, de um lado, e os outros Estados membros, de outro. Essa integração, portanto, diz respeito à ampliação de poderes das instituições europeias. 

Ao contrário, a integração dos cidadãos diz respeito à qualidade democrática desse crescente poder, ou seja, a medida em que os cidadãos podem participar na decisão dos problemas da Europa. Pela primeira vez desde a instituição do Parlamento europeu, o chamado pacto fiscal que está sendo aprovado nestas semanas (para uma parte da União) serve para fazer crescer a integração estatal sem um correspondente crescimento da integração cívica dos cidadãos. (...) 

A tese que eu gostaria de defender aqui está logo dita. Só uma discussão democrática que aborde em 360 graus o futuro comum da nossa cidadania europeia poderia produzir decisões politicamente críveis, isto é, capazes de se impor aos mercados financeiros e aos especuladores que visam à bancarrota dos Estados. (...) 

Até agora, embora tentando harmonizar astutamente (pelo menos na zona do euro) as suas políticas fiscais e econômicas, os Estados membros não foram além das proclamações retóricas. A integração dos Estados se tornará crível apenas quando puder se apoiar em uma integração dos cidadãos em que se manifestem maiorias declaradamente pró-europeias. Caso contrário, a política não recuperará mais a sua autonomia contra as agências de notação, aos grandes bancos e aos hedgefounds. (...) 

Do meu ponto de vista, sobre o plano da política europeia, o governo alemão está fazendo poucas coisas certas e muitas coisas erradas. O slogan "Mais Europa" é a resposta certa para uma crise devida a um defeito de construção da comunidade monetária. A política não consegue mais compensar os desequilíbrios econômicos que dela nasceram. No longo prazo, a reorganização dos desenvolvimentos econômico-nacionais divergentes só é realizável em termos de colaboração, no âmbito de uma responsabilidade democraticamente organizada e compartilhada, capaz de legitimar também certo grau de redistribuição que ultrapasse as fronteiras nacionais.


Desse ponto de vista, o  pacto fiscal  certamente é um passo na direção certa. Desde a sua definição oficial – tratado "para a estabilidade, a harmonização, e a governabilidade" – vê-se como esse pacto é constituído de dois elementos diferentes. Ele obriga os governos, de um lado, a respeitar as disciplinas de orçamento nacional; de outro, à institucionalização de uma governabilidade de política econômica, que tenha por objetivo eliminar a descompensação econômica (pelo menos na zona do euro).

Mas como é possível que Angela Merkel festeje só a primeira parte do pacto, a que visa a penalizar as infrações de orçamento, enquanto não gasta uma palavra sobre a segunda parte, que visa a uma conservação política da governabilidade econômica? (...) 

O governo alemão, embora reconhecendo em palavras a necessidade de uma maior integração, de fato, contribui para deixar a crise apodrecer. A esse respeito, limito-me a quatro breves considerações. Em primeiro lugar, não é preciso muito, em termos de política econômica, para entender que uma política unilateral restritiva, como a defendida na União Europeia pelo governo alemão, leva à deflação os países que mais sofrem. Onde as políticas restritivas não se integram a políticas de desenvolvimento, a paz social das nações postas sob tutela acabará sendo perturbada não apenas pelas manifestações pacíficas e ordenadas dos sindicatos.

Em segundo lugar, a política restritiva responde à ideia errada segundo a qual tudo se resolverá quando os Estados membros saibam aceitar esse novo pacto de estabilidade e crescimento. Daí a fixação de Angela Merkel em querer impor sanções: uma postura ameaçadora absolutamente supérflua no momento em que se conseguia inserir na legislação ordinária da União Europeia uma governabilidade econômica compartilhada. Em vez disso, continua assolando a ideia de que bastaria instituir uma "justa" constituição econômica – portanto, "regras" supratemporais – para poupar os esforços de uma concertação político-econômica, além dos custos derivados de uma legitimação democrática dos programas de redistribuição.

Em terceiro lugar, Merkel e Sarkozy atuam substancialmente no plano de uma política intergovernamental, com o objetivo de levar adiante, sem muito barulho, a integração dos Estados e não a dos cidadãos. Os chefes de governo dos 17 países representados no Conselho dos Ministros deveria ter em mãos o bastão de comando. Mas, uma vez dotados das competências de governança econômica, eles esvaziaram a soberania econômica dos parlamentos nacionais. A consequência seria um reforço pós-democrático dos executivos de consequências imprevisíveis. Então, o inevitável protesto dos parlamentos depostos teria ao menos a vantagem de trazer à tona aquele déficit de legitimação que só uma reforma democrática dos órgãos de governo comunitários poderá preencher. 

Em quarto lugar, as palavras de ordem do governo alemão em termos de orçamento despertam no exterior a suspeita de que a Alemanha federal persegue objetivos nacionalistas. "Nenhuma solidariedade, se antes não se garante a estabilidade". A proposta lançada por Berlim de mandar um comissário plenipotenciário para Atenas – onde já há, com funções de controle similares, três comissários que recém chegaram da Alemanha – demonstra uma incrível insensibilidade para com um país em que ainda não se apagou a recordação das atrocidades cometidas pelas SS e pela Wehrmacht. Helmut Schmidt, em um discurso apaixonado, deplorou que o governo atual esteja dilapidando o precioso capital de confiança que a Alemanha havia conquistado junto aos vizinhos ao longo dos últimos 50 anos.

A impressão geral – que se tira dessa arrogância tola, de um lado, e da resposta muito tímida à chantagem dos mercados financeiros, de outro – é que a política europeia ainda não atingiu o nível de uma verdadeira "política interna". (...) 

Essas prudências não são nem justificáveis pelo velho argumento segundo o qual a integração está fadada ao fracasso por falta de um povo europeu e de uma esfera pública europeia. Nas ideias de "nação" e de "povo", tratava-se de sujeitos homogêneos fantásticos: ideais que só ao longo do século XIX, canalizados pelas escolas públicas e pelos meios de comunicação, haviam se apoderado do imaginário popular. Mas as catástrofes do século XX não deixaram indenes as ideologias historiográficas dos vários nacionalismos. 

Hoje, a Europa tem que acertar as contas não tanto com povos ilusoriamente homogêneos, mas sim com Estados-nação concretos, com uma pluralidade de línguas e de esferas públicas.

Embora se associando cada vez mais estritamente no plano europeu, os Estados nacionais conservam funções específicas. Eles não devem se dissolver em um Estado federal da Europa, mas sim conservar um papel de garantia para os níveis de democracia e de liberdade felizmente já alcançados. Cada um de nós une dois papéis: o de cidadão do próprio país e o de cidadão da União. E, na medida em que os cidadãos da União entenderem como as decisões europeias modificam a sua vida profundamente, mais eles se sentirão envolvidos em uma política europeia que também pode pedir que se partilhem sacrifícios. (...) 

Diz-se que a República de Weimar faliu porque seus defensores democráticos eram muito poucos. A União Europeia falhará por causa de seus muitos defensores muito tépidos?

11 outubro 2011

Débitocracia - o documentário sobre a lógica perversa do sistema financeiro global


Fotos: Divulgação

Bego Astigarraga entrevista a ARIS HATZISTEPHANOU, codirector del filme "Debtocracy".







ATENAS, jul (IPS) - Dos jóvenes dispuestos a filmar un video de 15 minutos sobre la auditoría creada por el presidente ecuatoriano Rafael Correa para saber qué parte de la deuda de su país era ilegítima, fue el punto de partida para producir "Debtocracy" (deudocracia), un documental griego que da la vuelta al mundo por Internet.

"En la primera semana de lanzamiento en copileft (libre distribución) en Internet logramos 500.000 visitas, todo un fenómeno en Grecia, dijo Aris Hatzistephanou, periodista, y uno de los responsables [sua colega foi a jornalista Katherina Tidiki - FF] de este filme de 75 minutos editado por BitsnBytes, quien explicó las causas y las soluciones de la deuda griega desde una perspectiva crítica.

Hatzistephanou narró a IPS que "este es un documental financiado por la gente". "Comenzamos haciendo una grabación breve, pero se fueron sumando al proyecto más personas dispuestas a ayudarnos y los aportes recibidos permitieron financiarlo, algo indispensable para sentirnos libres de la influencia de empresas, bancos o partidos políticos", puntualizó.

IPS: ¿Cuál es el objetivo de Debtocracy?

ARIS HATZISTEPHANOU: Tratamos de explicar cómo la crisis económico-financiera de Grecia se gestó y generó dentro del propio sistema de deuda y queremos dejar patente la forma irregular en que nuestros dirigentes políticos gestionaron la situación, de espaldas al pueblo pese a saber del mal que estaban haciendo.

Ellos pretenden presentarnos como una nación de gente poco trabajadora, que gasta mucho. Por eso, intentamos explicar que no somos vagos. Reconocemos que hay problemas estructurales en la economía, pero esto tiene que ver principalmente con que el gobierno se niega a imponer intereses tasas sobre los "grandes capitales", es decir los propietarios de las navieras, bancos, sobre la Iglesia, etcétera.

IPS: ¿Por qué eligieron ese nombre para el documental?

AH: "Debtocracy" fusiona dos nombres. Por un lado, deuda y por otro democracia. Creemos que "Debtocracy" es lo contrario que democracy, porque mucha gente en Grecia piensa que ahora estamos, de alguna manera, viviendo bajo una ocupación económica.

IPS: ¿Está en la política económica europea el germen de esa crisis?

AH: Los problemas estructurales del sistema capitalista no comenzaron en 2007 o 2008 como quieren hacer creer a la opinión pública, sino en los años 70.

Después de los problemas estructurales de la economía mundial llegaron los que se generaron en la Unión Europea (UE). Este sistema unitario creó déficit y deudas muy serias en la periferia del bloque.

En su naturaleza, la UE ha creado la situación de deuda que ahora afrontamos.

IPS: ¿Qué sugieren como solución a esta crisis de deuda?

AH: Como primera herramienta, la creación de una auditoría como la que hicieron en Ecuador para verificar qué partes de la deuda eran ilegales.

Al mismo tiempo, algunos de nosotros también consideramos necesario salirnos de la zona euro, por los problemas que crea. Hemos visto a algunos países que no son miembros de la UE que se las han arreglado por la habilidad que han tenido para devaluar su moneda, algo que los miembros de la eurozona no podemos hacer.

Este es el caso de Islandia que nacionalizó los bancos, dejó que colapsen, no se les inyectó dinero y devaluaron su moneda. Creo que en Grecia deberíamos de hacer lo mismo.

IPS: Usted habló de deuda ilegítima, ¿cómo explica ese concepto?

AH: Para que la deuda contraída por un Estado se pueda considerar ilegítima, los préstamos deben haber sido tomados sin el conocimiento del pueblo, sin que ese dinero prestado se invierta en proyectos o actividades que no beneficien a la gente y que los bancos que lo prestaron conozcan ambas cosas. Para evaluar todo esto sería necesaria la auditoría que he comentado.

IPS: El documental muestra varios ejemplos de deudas ilegítimas

AH: Sí, por ejemplo se habla por encima de cómo fue el propio Estados Unidos el que hizo valer este concepto tras declarar su independencia y también cuando Cuba pasó a ser territorio estadounidense tras la descolonización española. Entonces se declaró ilegítima la deuda contraída por la isla caribeña.

Otro caso más reciente fue la deuda que Iraq tenía con Francia o Rusia, principalmente, y que el gobierno títere, tras la ocupación estadounidense en 2003, no reconoció.

IPS: ¿Cómo puede demostrarse que la deuda de un país es ilegítima?

AH: Mediante una simple auditoría que desglose acuerdos, contratos, créditos y demás. Así sería posible demostrar en qué contratos se produjeron fraudes. La deuda podría ser declarada ilegítima y los griegos no estaríamos moralmente obligados a pagarla.

Para el gobierno ecuatoriano de Rafael Correa no fue fácil realizar la auditoría, porque los órganos de la administración estaban controlados por personas con fuertes intereses, pero lo consiguieron.

Cuando Correa anunció que no pagaría, los bonos de su país cayeron en picada y los accionistas que habían comprado la deuda la pusieron a la venta a precios muy baratos, entonces Ecuador aprovechó y compró la deuda a cubierto de los medios de comunicación. Así se logró afrontar buena parte de esos compromisos.

IPS: ¿Es eso lo que se está intentando hacer también en Grecia?

AH: Muchos griegos queremos demostrar que se trata de una deuda contraída por gobernantes corruptos a quienes los ciudadanos de a pie, los trabajadores, tenemos que pagársela.

El Fondo Monetario Internacional (FMI) y el Banco Central Europeo pretenden que los griegos paguemos una deuda insostenible y tomada a través de fórmulas corruptas con unos rescates que la incrementan más. Y detrás de todo el asunto están esos dos organismos multilaterales haciendo de protectores de los intereses de los acreedores.

IPS: ¿Cómo repercuten estos rescates en la situación social?

AH: Los rescates están generando recortes sociales sin precedentes. Incrementan las horas de trabajo con contratos mucho más precarios. Las pensiones se rebajan, la edad de jubilación se retrasa, se privatizan los servicios públicos y se ponen en manos de los mismos acreedores.

Los grandes medios de comunicación se ocupan de que parezca que solo existe la posibilidad de seguir pagando a toda costa, porque sirven a los mismos poderes económicos a los que los Estados deben la mayor parte de la deuda.

IPS: ¿Considera a la corrupción un factor de fondo en las causas de la crisis financiera?

AH: Por supuesto. La corrupción es un gran problema para Grecia, aunque debemos darle su peso en la balanza y ver que no está en primer lugar. Incluso si cambiáramos a todos los dirigentes políticos griegos, vendrían otros creando la misma enfermedad, porque el germen está en el sistema.

No negamos que los políticos griegos sean corruptos y que juegan un gran papel en esta crisis, pero hay que mirar las dos caras que tiene la corrupción. Por un lado son los dirigentes quienes se quedan con grandes primas, pero en el otro lado están las grandes empresas extranjeras que les inducen a esa práctica ilegal.

IPS: ¿Qué dificultades afrontan las familias frente a los recortes del rescate?

AH: Uno de los ejemplos que aparecen en el documental es el de un médico que pertenece a Doctors of the World. Esta organización no gubernamental que fue creada para trabajar en África subsahariana ahora tuvo que dejar sus puestos allí y regresar a Grecia porque aquí hay gente que pasa por las mismas o peores necesidades.

En Greca hay familias que pasan hambre y eso es un reflejo de los efectos de las medidas de recorte del gobierno. Mucha gente estaría de acuerdo en sufrir recortes si viera que tienen sentido, que las medidas funcionan, pero no es el caso, porque la crisis crece cada año.

Los griegos pensamos que no estamos sufriendo recortes para que el país ahorre, sino para pagar a los prestamistas extranjeros. Y por eso ahora dicen ¡basta, no pagaremos por una deuda que destruye a nuestra sociedad!(FIN/2011).

Fonte: IPS - Agencia de Notícias Inter Press Service - La otra historia - jul 2011


Subtítulos en Español



English subtitles



10 outubro 2011

Mikis Theodorakis e a violência nas ruas de Atenas - The gratuitous violence in the streets of Athens




The gratuitous violence in the streets of Athens inspired Mikis Theodorakis to write the following text, which appeared in TA NEA on 18th December 2008. 



THE "FUZZ"


During national, social and ideological struggles, hate is inevitable, it bursts out spontaneously. It should at least be channelled in the right direction.

I observe today that the students’ hatred is heading down a one-way street with the police at its end and I believe this is preventing them from seeking out the real conditions in which they have been put in the situation they are in today, at school and in society. They should instead be discovering the true causes, revealing the real guilty parties and the genuine reasons for everything that’s going on around them and around us all, for everything that is happening to our country and humanity in general. It thus appears as if certain people had put blinkers on them, in order to direct their anger towards a group of our fellow-citizens, the police, who, when they do not function correctly, are merely pawns of the System. And of course it is the System that is responsible for education and everything concerning the functioning of society, the State and its services.

And I would like to mention the example of the generation of “1-1-4”, whose declared objective for education was 15% of the State budget; this means young people of that time had seen that the main cause of the disastrous situation of our education system was an economic one.

From that point on, despite the completely fascist mindset of the Greek police and the fact that the instances of violence, compared with today, were a thousand times more numerous, with more serious consequences (the hospitals were full of young people who’d been victims of police violence), the young avant-garde of that time, essentially students, had a clear, global vision of things and saw through to the heart of the matter. Thus with “1-1-4”, they set themselves as their first duty the defence of the Constitution, meaning the defence of freedom, democracy and individual rights. They struck at the heart of reactionary power (throne, police state, American influence). They fought for Cyprus and struggled in vast numbers for peace. They had their eyes on horizons open to everything that was going on, even outside the country. They were complete, free beings, despite the existence at that time, like today, of malign “centres” who attempted to put brakes on their anger and direct it into a single channel serving their own aims. In a word: to disorientate them, as is happening today.

And to go back a little further: we, the youth of the National Resistance and the Civil War, were facing gendarmes and police armed with weapons that vomited collective death. And yet, we still had the strength of heart and mind to see that in some cases, those who today are contemptuously referred to as “the fuzz” were children as we were, driven by the storm of events to commit actions they had no wish to commit. We did not make generalisations. On the contrary, we were still able to see, even in the most critical situations, that they were not all alike and that the real guilty party was those in power who had succeeded in turning brother against brother, caught up in their nets steeped in blood and hatred. And some still had the strength before being murdered to cry out to the firing squad: “Brothers, we are dying for your happiness as well!”

I was moved to write this text by a TV programme showing boys and girls of 15-16 who were all saying exactly the same things, as if an invisible force had turned their anger, their hatred and their thinking towards a single object – and that at a time of great complexity, when the world has shrunk and where the world outside and the world inside are mixed up and all the threads are tangled up together. How can we get to the CAUSE of the trouble in this way? And how, if we do not know the genuine causes of the crisis, can we find the necessary solutions?

To return to recent events: the violent death of a child is a great tragedy. First of all for his mother, his father, his brothers, but also for all young people, for our society as a whole. His killer is a policeman. But that does not mean that today’s policemen are all brutes. Not only is this not true but it is unjust to claim it is. And the author of these lines knows only too well what that means: “Police”.

It is for this reason we should avoid generalisations, for that is how we lead young people down false paths. We hide the forest of reality from them behind the trees of fictitious reality.

I would like to address young people of today and say: Close your ears to the slavering flattery of those who are really trying to misdirect your anger and your energy towards false objectives, by turning you away from the real goals. It’s in THEIR interests that we kill each other by turning against each other. The objective is obviously not the owner of the shop in central Athens, working to earn his bread, his medicine and his children’s education – like your parents … During the “Iouliana” (the events of July 1965), one of the most turbulent periods in our history, young people took to the streets in their tens of thousands but never did we have the least catastrophe, although we had two deaths, Lambrakis and Petroulas, who were killed fighting for a better future. We defended our struggle and that’s why nothing went wrong, we did not let anything happen that could sully our fight.

And at the same time, that generation was creative. Never perhaps in our modern-day history did we have so many works in so many areas of creativity: poetry, literature, music and in all fields of the arts. These creations became combat weapons for young people, thanks to those who fought and created.

Tear off the hoods of the hooded ones. Do not allow them to sully your struggle. What do those “hoods” mean? The real militant and revolutionary is neither ashamed nor frightened to show his face. Do not let them sully the memory of Alexander by linking his face and his name to images of horror. That would be killing him a second time.

Open up paths. Resist the easy alternatives they insidiously place before you in an attempt to deceive you, claiming they are your own choices. Take your lives into your own hands and move on forward.

In a positive and creative spirit,


Mikis Theodorakis 


Translated from the Greek by Iraklis Galanakis.
Adapted by Guy Wagner
English Translation by Ariel Wagner-Parker

Notes:

Alexandre Grigoropoulos is the young boy who was shot to death by police, sparking off the events that have plunged Greece into chaos.

"1-1-4" was the slogan of the Events of July 1965, when King Constantin II had thrown out George Papandreou of his functions as Prime Minister. Article 114 of the Hellenic Constitution placed this under the special protection of the people, so "Ena-Ena-Tessera" became the symbol of rallying against the reactionary apparatus of the State (see aboveTheodorakis's comment).

Fonte: 
http://de.mikis-theodorakis.net/index.php/article/articleview/549/1/71/

08 outubro 2011

ἀνάγκᾳ δ’ οὐδὲ θεοὶ μάχονται - Nem mesmo os deuses lutam contra a necessidade

A Grécia resiste



Fotos: divulgação





"!Liquiden a la banca!" Homenagem a Enric Duran

Enric Duran

“A todas las personas que viven y luchan con la cabeza bien alta, superando los miedos y los malos momentos; a todo el mundo que ha hecho de la desobediencia a los poderes dominantes su manera de vivir; a todo el mundo que crea que AÚN ESTÁ A TIEMPO DE LEVANTARSE y decida pasar de los pensamientos a los hechos. A todas estas personas es a quienes dedico este libro.


Una lectura que espero que nos sirva, al menos, para hacernos más conscientes de que si creemos en nosotros podemos llegar a hacer mucho más de lo que habríamos llegado a imaginar. Desde algún punto del planeta.

Mi objetivo era financiar, con ese dinero, movimientos sociales y denunciar el sistema financiero. Publicamos la revista Crisis, donde explicamos la crisis en sus distintas vertientes: energética, financiera y alimentaria; cómo se genera el dinero, cómo funcionan los bancos, y documentamos su poder y cómo este afecta a los partidos políticos, a los medios de comunicación, la justicia y las multinacionales.

El siguiente paso es la campaña Podemos vivir sin capitalismo. Apostar por BANCAS ÉTICAS, crear COOPERATIVAS, poner de acuerdo a gente que tiene pisos vacíos con gente que los necesita y se compromete a restaurarlos u ofrece cualquier otro servicio, repoblación de pueblos abandonados, que descongestionaría las ciudades y facilitaría los lazos sociales”
Enric Duran

“Liquidar la banca” o “Insumisión a la banca” es el título del libro en el que Enric Duran expone los motivos de su acción contra la banca, la filosofía detrás de las campañas en las que participa y las alternativas que existen al Sistema actual.

Enric Duran se hizo famoso por haber conseguido 492.000 euros en créditos de 39 bancos distintos y hacer publico cómo lo consiguió el mismo día que se distribuyeron 200.000 ejemplares gratuitos del periódico CRISIS, costeado con parte de ese dinero.

Declaró su insumisión a la banca y su intención de no saldar la deuda y se ocultó en paradero desconocido durante más de medio año. Su reaparición coincidió también con la entrega de PODEMOS, otro periódico gratuito que profundizaba en otros modelos viables de funcionamiento social y económico.

Fue entonces cuando fue detenido, pasó 3 meses en la cárcel y hoy sigue dedicándose a la acción social y es el reclamo de un colectivo amplio que, más allá de la notoriedad de la estafa, trabaja desde hace años localmente dando respuestas a los retos sociales. 

En “Liquidar la banca” (“Abolim la banca” en catalán) se explica la biografía de Enric Duran y los antecedentes de su acción para poder entender el POR QUÉ y no simplemente el cómo, que son los detalles superficiales en los que se fijaron la mayoría de los medios de comunicación en vez de en generar un fuerte DEBATE SOCIAL. Las reflexiones profundas se evitan porque, en un momento histórico en que los estados liberales han inyectado millones a los bancos para reparar sus errores y mala gestión, es mejor no remover las aguas del cuestionamiento y de descubrir otras opciones de vida.

Enric Duran habla en el libro de la crisis energética y sus implicaciones, del optimismo tecnocrático, de dónde le surgió la inspiración, de lo que le aportó el documental EL DINERO ES DEUDA, de todos los planteamientos durante el proceso de conseguir los créditos y de realizar las publicaciones y, sobre todo, de sus intenciones y de qué querían demostrar a la sociedad.

Fonte: El blog alternativo -  http://www.elblogalternativo.com/

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"Liquidar a la banca"